Procrastinação, um comportamento que arruína suas metas pessoais e profissionais.


Por Simone Silva*


A mudança de comportamento de forma simplificada.


Em consequências das revoluções industriais e da evolução tecnológica, a sociedade e o mercado de trabalho estão em um ciclo constante e rápido de evolução. Cada vez mais nos deparamos com novas exigências profissionais, o que corrobora para estarmos sempre nos cobrando um alto nível de competividade profissional e a estar sempre à disposição. Porém, as vezes, do nada, acordamos sem disposição e passamos a deixar para amanhã o que avaliamos não ser muito importante, deixamos de cumprir metas, desmarcamos reuniões e por aí vai.


Na verdade, ao adiar tarefas e compromissos, apenas as mudamos de datas. Fazendo com o que poderia ser feito de forma mais tranquila, se torne algo de extrema urgência, o que nos leva a uma pressão e estresse causado por nós mesmos. Quando isso se transforma em um hábito, passamos de indispostos para procrastinadores. Mas a final o que é procrastinar? É o ato constante de adiar ou prolongar a realização de determinada tarefa. Afetando assim a nossa vida pessoal e profissional.


Este ato limitante, como define a psicologia, pode nos afetar muito emocionalmente, podendo ser gatilho para um quadro grave de estresse, desmotivação, depressão, transtornos de ansiedade e outros problemas.


Mas, se procrastinar causa todo esse transtorno, porque as pessoas ainda procrastinam? A origem da procrastinação pode ser de diversos fatores pessoais, mas pode-se destacar dois grandes e principais fatores, a saber: o medo e as crenças culturais.


Há uma corrente de pesquisadores que afirmam que independentemente dos fatores originários da procrastinação, todos possuem raízes em cinco fatores: a insatisfação, a desmotivação, o medo, o perfeccionismo e ansiedade em iniciar e terminar uma atividade. Diante disso, sugiro estratégias que podem mudar esse comportamento.


Vamos começar por algo obvio, mas ainda negligenciado: uma boa noite de sono.


Inúmeras pesquisas já comprovaram que as pessoas mais produtivas são aquelas que conseguem ter um bom período de sono, estas estão sempre mentalmente descansadas e prontas para mais um dia, enquanto quem dorme pouco (inclusive quem se gaba, com jargões do tipo, “ trabalho enquanto outros dormem”) está tão acostumados com a exaustão, que esquecem a sensação de ter as baterias recarregadas. Uma noite mal dormida, acarreta em raciocínio lento, criatividade reduzida, dificuldades em resolver questões simples, e a queda de foco nas atividades, o que faz o sujeito acumular tarefas e entrar no ciclo vicioso que arruína totalmente sua produtividade e objetividade nas ações, fazendo que algumas tarefas sejam procrastinadas por falta de tempo. Então, tenha boas noites de sono!


Outro ponto importante é criar hábitos, boas rotinas que provoquem benefícios no seu dia a dia. Você vai perceber que quando uma tarefa difícil passa a ser um hábito, torna-se difícil deixa-la de lado. Eventualmente você fará sem pensar. Alguns especialistas, exemplificaram dizendo que o simples habito de arrumar a cama pela manhã, nos faz sentir mais produtivos, e com esse sentimento, acabamos por nos “motivar” a realizar outras tarefas durante o dia.


O filósofo Aristóteles foi mais fundo e disse: “Somos o que repetidamente fazemos. A excelência, portanto, não é um feito, mas um hábito”. Pertinente, não é mesmo?!

E existe algo não menos importante do que já foi citado, que é muito válido termos conhecimento, pois pode acabar com nossa produtividade. O “espelho social”. Mas, que termo é esse? Bem, na psicologia chamamos de “espelho social” a visão de nós mesmos através dos olhos dos outros, do paradigma social em vigor de olhares e das opiniões, das pessoas a nossa volta, você ouve e aceita. Aí está o agravante. Estas visões externas são fragmentadas e desproporcionais. São em geral mais projeções do que reflexões, pois projetam preocupações e falhas de caráter das pessoas que despejam tais opiniões, sem saber realmente como somos. Esse paradigma quando aceito por nós, diz que nosso condicionamento e condições determinam em larga medida o que somos. Vale lembrar que quando alguém nos achega com comentários que nos limitam e coloca a prova nossas capacidades, ela está dizendo mais de seus próprios limites do que necessariamente dos nossos.


Então, pratique o autoconhecimento, estabeleça metas pessoais, trabalhe com planejamentos diários, tenha consciência de seus limites e tenha plena consciência também de seus reais objetivos.


A maioria das pessoas não planeja fracassar, mas fracassa por não planejar.

J.L. Beckley.



*Psicóloga, Analista de R&S na ImpulsoRH, Especialista em Avaliação psicológica, Pós-Graduanda em Gestão Estratégica de Pessoas.

40 visualizações0 comentário